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Pesquisas com células-tronco são escassas

GAZETA DO POVO
 
VIDA E CIDADANIA
 
CIÊNCIA
Pesquisas com células-tronco são escassas
Publicado em 21/09/2008 | ANNA SIMAS
O Paraná é o quinto no ranking nacional com o maior número de embriões que podem ser doados para a pesquisa no Brasil, mas os estudos com células-tronco embrionárias no estado ainda não começaram. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dos 25.120 embriões disponíveis, 1.228 pertencem aos bancos paranaenses.
Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Genética Humana e membro do Projeto Genoma Humano, Salmo Raskin, as pesquisas nessa área são feitas de maneira muito lenta no Brasil, pois precisam antes de recurso financeiro do governo federal. “Aqui no Paraná não começou absolutamente nada. São Paulo é o estado que está um pouco mais avançado. Aqui não conheço ninguém que já estude isso”, diz.
O Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) encerrou na sexta-feira passada as inscrições para projetos científicos para a área. O recurso é de R$ 10 milhões para estudos que abordem terapia celular, dentre elas a utilização de células-tronco embrionárias. De acordo com a assessoria de imprensa do CNPq, a idéia é proporcionar novos conhecimentos, incluindo pesquisas básicas, clínicas e pré-clínicas. Raskin desconhece se houve algum projeto do Paraná inscrito no processo de seleção. “A disponibilidade de embriões não é o principal obstáculo para iniciar uma pesquisa. O fato de o estado ter um grande número deles não resolve o problema. Faltam apoios e verbas”, explica o médico.
Na Universidade de Brasília (UnB) também não existem pesquisas com essas células. De acordo com a professora do Departamento de Biologia Celular, Lenise Garcia, a universidade não possui grupos montados que tenham interesse em trabalhar na área. “Os que pesquisam estão tendo prejuízo porque não têm ainda uma perspectiva consistente para tratamento em seres humanos”, explica a professora.
Por enquanto só a Universidade de São Paulo (USP) iniciou pesquisas com células-tronco, com recursos do primeiro projeto liberado pelo CNPq em 2005, ano em que o estudo com essas células foi autorizado judicialmente. “Estamos iniciando agora, mas ainda precisamos definir a linhagem celular. Essas pesquisas demoram anos. Ela foi iniciada com o recurso do primeiro edital, em 2005, e ainda estamos bem no comecinho”, diz a diretora do centro de Estudo do Genoma Humano e professora de genética da USP, Mayana Zatz.
Para Lenise e Raskin, um dos problemas para realizar estudos com célula-tronco embrionária no país é que muitos pesquisadores não pretendem largar pesquisas já iniciadas para começar uma nova. “Eu, por exemplo, tenho trabalho, pesquisa e conhecimento para entrar nessa área das células embrionárias, mas não tenho tempo para abandonar os estudos que já realizo”, comenta Raskin.

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